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Publicado em:
11
12/2018

Quatro em cada dez brasileiros pretendem abrir um negócio até 2020

Na frente de países como Japão, Brasil entrou no ranking com Arábia Saudita, México, Índia, África do Sul e China.



Metatags: Pesquisa, Empreendedorismo, Negócios, Desenvolvimento, Concorrência
Primeira Página

A última pesquisa do Instituto Ipsos, especialista em análise de mercado, revelou que o Brasil é um dos países com mais pessoas dispostas a empreender. Quatro em cada dez das amostras brasileiras (43%) declaram pretender abrir o próprio negócio até 2020, enquanto que o índice mundial é de 25%. A Entrepreneuralism Global Advisor – nome dado à pesquisa – foi realizada em 24 países, incluindo o Brasil, com 18 mil entrevistados, entre os dias 20 e 28 de setembro deste ano.

Conforme apresentado no gráfico, a Arábia Saudita é o país em que os respondentes têm mais aspirações para abrir o próprio negócio em dois anos, com 63%. Em seguida, estão México (62%), Índia (50%), África com Sul (50%) e China (48%). O Brasil aparece com 43%. Por outro lado, somente 6% dos japoneses gostariam de abrir o próprio negócio.

Para a Ipsos, esse contraste indica que o contexto dos países em desenvolvimento é favorável às aspirações empreendedoras. Isso também aponta para fatores que estimulam ou inibem o empreendedorismo como menores oportunidades de emprego e perspectiva de sucesso dos negócios nos mercados em desenvolvimento.

Quase a metade dos brasileiros entrevistados na pesquisa (48%) acredita que o governo tem responsabilidade para apoiar os empreendedores. O índice nacional é igual a média global. O México e a Argentina possuem o maior percentual neste caso, com 67%, e a Suécia possui o menor, 27%. Por aqui novamente, somente dois em cada dez brasileiros (17%) acreditam que o governo faz um bom trabalho no apoio ao empreendedorismo. A média do Brasil está bem próxima da global (22%). O Japão ficou com o menor índice nessa questão, com 6%, ao passo que a Índia e a Polônia são os países onde a população mais acredita no bom trabalho do governo, com 46% e 45%, respectivamente.

Os países com as maiores diferenças entre a expectativa da responsabilidade do governo em fomentar o empreendedorismo e a realidade percebida dessa boa atuação são: Argentina (48% de diferença), Hungria (47%), Rússia (46%) e África do Sul (43%). O Brasil aparece com 31% e a diferença global é de 26%.

Índice de Espírito Empreendedor
O estudo também criou um índice de “Espírito Empreendedor” baseado em 18 itens atitudinais que descrevem bem ou não o entrevistado, como “criativo”, “disciplinado”, “flexível”, “ambicioso” entre outros. Globalmente, três em cada dez entrevistados (29%) tiveram pontuação muito alta para essas características. No Brasil, o índice é de 26%. O México é o país em que mais pessoas responderam ter essas competências: 58%.

Experiência empreendedora
A experiência empreendedora, ou seja, o percentual de pessoas que já abriram seu próprio negócio ou iniciativa, está relacionada ao grau de instrução e à faixa de renda, quando considerado o conjunto dos países. Além disso, também tem relação com o sexo masculino, já que 33% dos homens já tiveram um negócio próprio ante 23% das mulheres na amostra global.

Entre os entrevistados de todos os países, 28% já abriram seu próprio negócio. A Arábia Saudita (58%), o México (49%) e a Argentina (48%) são os países que mais tiveram experiência empreendedora. No Brasil, três em cada dez entrevistados (30%) já tiveram o próprio negócio. Os países que relataram menos experiências empreendedoras foram: França (12%) e Japão (7%).

Fonte: Primeira Página, com informações da Ipsos


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