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Publicado em:
23
1/2019

Especialista alerta sobre o perigo dos gestores tóxicos

Susana Falchi, da HSD Consultoria em RH, aborda o problema das gestões negativas que resultam em processos de assédio moral.



Metatags: RH, Gestão, Comportamento, Susana Falchi, HSD Consultoria

No Brasil, os processos envolvendo assédio moral cresceram 28% entre 2015 e 2017. O dado do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abrange a soma das ações no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e nas primeiras e segundas instâncias dos tribunais regionais. Segundo o TST, nos últimos três anos, mais de 400 processos de assédio moral foram registrados, por dia, no Brasil.

Segundo Susana Falchi, CEO da HSD Consultoria em RH, o tamanho real do problema é ainda maior, pois grande parte dos assediados não entra com ações por temer que sejam rechaçados no futuro, percam seu emprego e não consigam outra colocação. Segundo os últimos dados do IBGE, cerca de 12,4 milhões de brasileiros estão desempregados. Perder o emprego numa conjuntura como a atual torna-se arriscado, o que faz com que o trabalhador aceite qualquer desaforo para manter sua renda.

A Pesquisa Perfil Comportamental dos Executivos, elaborada pela HSD Consultoria em RH com 3.500 profissionais que ocupam cargos de comando em médias e grandes corporações no período de 2014/2017, mostra que 27% demonstram desvio de conduta que resultam em potenciais riscos para as empresas onde atuam.

É o que chamamos de gestores tóxicos. São pessoas que acreditam que se baterem as metas e derem resultados positivos à organização, tudo podem. E, de certa forma, isso acaba sendo endossado por muitas empresas, ao menos, de forma velada.

Para as mulheres, a situação é mais grave. A última pesquisa da HSD chama a atenção pelo aumento dos casos de desvio do comportamento sexual. A pesquisa anterior apontava que apenas 4% dos entrevistados tinham inclinação a incorrer nesse problema de conduta, enquanto hoje, o percentual praticamente dobrou: 7%. Este tipo de comportamento é mais comum no sexo masculino, que se aproveita de sua posição de superioridade para constranger mulheres que atuam na posição de assistentes.

Poucas empresas expressam preocupação com o conhecimento do perfil comportamental de seus executivos e lideranças, não só no que se refere a atitudes observáveis, mas principalmente quanto à sua estrutura de caráter. A omissão nesses casos é um erro grave, mesmo se analisada apenas do ponto de vista financeiro.

Além de potenciais perdas por conta de ações trabalhistas, essas práticas acabam por comprometer a parte operacional do negócio. As consequências econômicas são óbvias, mas os prejuízos à imagem institucional da organização e à sociedade são muito maiores.

Leia também: Livro: “Mulheres do Marketing”.

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Fonte: Primeira Página com informações da HSD Consultoria.


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