Piscinas estilo praia e áreas externas ganham protagonismo nos espaços de lazer

A evolução dos materiais ampliou as possibilidades de criação de piscinas personalizadas, com formatos orgânicos, entradas de praia e áreas de permanência que vão muito além da tradicional “caixa d’água”. Essa informação foi trazida por Murillo Reis, cofundador e diretor de inovação e desenvolvimento de produtos da Cristal Pool, durante a Expolazer & Outdoor Living – 25ª Feira Internacional de Piscinas, Spas, Lazer e Wellness, que vai até sexta-feira (14), no Distrito Anhembi, em São Paulo.

“A piscina praia muda completamente a relação das pessoas com a água. Você não precisa se jogar dentro dela para estar nela: pode sentar-se na beira, conversar, relaxar e aproveitar o espaço de outra maneira”, afirmou Reis.

Com áreas rasas que começam no nível do piso e podem avançar gradualmente até pontos mais profundos, o projeto cria diferentes possibilidades de uso para crianças, adultos, pets e pessoas com necessidades de acessibilidade. A redução do volume de água também pode representar menor demanda por filtragem, bombeamento, aquecimento e tratamento químico. “Nosso papel é dar liberdade para o profissional criar. Cada piscina é única e a cara do cliente, considerando se ele nada, se quer uma área para as crianças, para relaxar ou simplesmente para estar junto da água”, explicou Reis.

A valorização das áreas externas esteve no centro da palestra apresentada por Rafaella Moretti, head de negócios da Galeria das Lonas e Trittone, que destacou a evolução dos móveis para áreas externas, hoje cada vez mais integrados à decoração dos ambientes internos, com materiais resistentes, conforto e possibilidades de customização.

Para ela, o espaço externo deixou de ser uma área secundária da casa ou de empreendimentos de lazer e passou a funcionar como extensão dos ambientes de convivência. “As pessoas querem essa integração entre a sala, a varanda e a piscina. Elas querem sair da água, sentar-se, ficar confortáveis e não ter preocupação com o móvel — a área externa virou um lugar para viver, reunir as pessoas e aproveitar a casa”, disse.

Projeto POP para profissionais de piscinas está no ar

A padronização de procedimentos operacionais para tratadores de piscinas se tornou realidade em uma iniciativa da Associação Nacional das Empresas e Profissionais de Piscinas (ANAPP) apresentada em mesa redonda na Expolazer 2026.

O Projeto POP (Procedimento Operacional Padrão) objetiva contribuir para a formação dos profissionais que atuam no setor e funcionar como ferramenta complementar ao trabalho feito pela indústria junto ao varejo e, em especial, aos piscineiros, visando à segurança no manuseio e na utilização dos produtos químicos.

“Desde segunda-feira, dia 10 de agosto, quando o documento foi colocado no site da entidade, o movimento teve início, com divulgação via redes e mídias sociais”, destacou João Marques Júnior, gerente da ANAPP.

Participaram do painel representantes dos segmentos que contribuíram na elaboração do documento: Vera Oyola, engenheira civil da Sol & Mar Piscinas e Saunas; Renato Souza, consultor técnico sênior da JDS Serviços Técnicos; e Paulo Israel Peres, gerente de produtos da Suali Piscinas.

Madeira engenheirada ganha espaço em projetos de lazer e hotelaria

O potencial da madeira engenheirada para transformar projetos voltados à hospitalidade, ao entretenimento e à integração com a natureza foi apresentada por Alan Dias, engenheiro e cofundador da Timbau, durante a Expolazer.

“A madeira engenheirada permite unir eficiência estrutural, velocidade de montagem e uma experiência arquitetônica diferenciada, especialmente em empreendimentos de lazer e hotelaria”, afirmou o engenheiro, que acrescentou que quando o projeto é bem planejado desde o início, a construção em madeira oferece mais previsibilidade, reduz retrabalhos e contribui para obras com menor impacto ambiental.

A programação da Expolazer também trouxe uma discussão sobre social design, conduzida por Francesco Tremolada, diretor comercial da Metálico, que destacou a importância de o mobiliário urbano combinar design, conforto, segurança, resistência e durabilidade. O especialista também abordou o impacto dessas características na utilização e conservação dos espaços comunitários. “É importante pensar em segurança patrimonial e durabilidade. Por isso, esse tipo de mobiliário deve ser fixado, se possível, em sapatas de concreto”, recomendou.

A Arena de Conteúdos da Expolazer contou ainda com palestras de Felipe Cavalcante, CEO da MATX, que abordou a terceira geração dos clubes sociais urbanos, que envolve promover a reinvenção e a modernização desses espaços; de Renan Cortez, diretor Aqua Marine, que discutiu a importância da conexão e do relacionamento na venda; e de Cleito Lima, gerente de Projetos na Panozon Ambiental, que mostrou um comparativo técnico entre os principais sistemas de tratamento para piscinas.

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